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O Presidente Mahmoud Abbas enviou uma carta de agradecimento à CGTP-IN, ao CPPC, ao MDM e ao MPPM, que lhe dirigiram uma mensagem de boas-vindas aquando da sua recente visita a Portugal.
 
Dirigindo-se às organizações, o Presidente Mahmoud Abbas deseja «a ascensão e o sucesso nos vossos esforços e ansiamos pela persistência da vossa postura e pelo levantamento da vossa voz, expondo as práticas do poder ocupante e a da construção viciosa dos colonatos violentos que, no caso de persistirem, irão eliminar a solução dos dois estados e minarão todo o processo de paz».
 
A tradução na carta do Presidente Mahmoud Abbas:
 
Caros Amigos da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
Caros Amigos do Conselho Português para a Paz e Cooperação
Caros Amigos do Movimento Democrático de Mulheres
Caros Amigos do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
 
Lisboa
 
Recebemos com grande apreço a vossa carta datada do dia 13/12/2012, na qual nos davam as boas-vindas pela ocasião da visita à República Portuguesa amiga.
 
Expressamos-vos os nossos mais amplos agradecimentos, em nome do Estado da Palestina e do seu povo e em meu nome pessoal, incluindo os sentimentos de apoio e solidariedade sincera, valorizando extremamente os vossos esforços e os esforços de todos os amigos portugueses na República Portuguesa pelo grande papel e esforços contínuos que fazem em favor do apoio aos direitos do povo palestiniano. Foram estas posturas que se manifestaram recentemente na votação portuguesa a favor do reconhecimento do Estado da Palestina nas Nações Unidas como membro Observador. Esta resolução atingiu o seu objectivo graças às vossas atitudes determinadas e apoio sincero aos nossos esforços para alcançar a paz justa, à qual aspiramos. Garantimos que o Estado da Palestina será, para esta paz, um elemento positivo e activo no alcance da convivência entre todos os povos da nossa região, à sombra da segurança, estabilidade e da boa vizinhança.
 
Desejamos-vos, caros amigos, a ascensão e o sucesso nos vossos esforços e ansiamos pela persistência da vossa postura e pelo levantamento da vossa voz, expondo as práticas do poder ocupante e a da construção viciosa dos colonatos violentos que, no caso de persistirem, irão eliminar a solução dos dois estados e minarão todo o processo de paz.
 
Com a nossa maior gratidão e estima
 
Ramallah: 20/12/2012
Mahmoud Abbas
Presidente do Estado da Palestina
Presidente do Comité Executivo da Organização para a Libertação da Palestina
Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana
 
 
A saudação da CGTP-IN, do CPPC, do MDM e do MPPM de 13 de dezembro de 2012:
 
SAUDAÇÃO AO PRESIDENTE MAHMUD ABBAS NA OCASIÃO DA SUA VISITA A PORTUGAL
 
Exmo. Senhor Presidente da Organização para a Libertação da Palestina,
 
Excelência,
 
Por ocasião da sua visita a Portugal, em Dezembro de 2012, queremos dar-lhe as boas vindas, em nome dos sentimentos democráticos e solidários do povo português, e saudar, na sua pessoa, de forma fraterna e calorosa, a luta nobre e heróica do povo palestino pela sua liberdade.
 
As organizações signatárias, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação, o Movimento Democrático de Mulheres e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, dão corpo, em Portugal, a um vasto movimento de opinião pública, consequente e empenhado, em favor da realização plena dos direitos nacionais inalienáveis do povo palestino. Os sentimentos solidários e internacionalistas do povo português, do Portugal nascido da Revolução dos Cravos, estão profundamente ligados à gesta exaltante do povo palestino, como tão bem o demonstram, no passado, a Conferência Mundial de Solidariedade com o Povo Árabe e a sua Causa Central - a Questão Palestina, realizada em Lisboa, em Novembro de 1979, e que abriu as portas da Europa ao Presidente Yasser Arafat, ou mais recentemente, as manifestações de repúdio por mais uma criminosa ofensiva do governo de Israel contra a martirizada população palestina da faixa de Gaza. Neste sentido, a posição assumida pelo Governo Português na Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 29 de Novembro, favorecendo a elevação do estatuto da representação diplomática da Palestina nas Nações Unidas, constitui, antes de mais, uma vitória das forças amantes da paz, da opinião pública democrática e progressista, e das organizações e personalidades que, em Portugal, têm mantido viva a chama da solidariedade com a causa nacional do povo palestino, e que sempre defenderam e continuarão a lutar pelo reconhecimento pleno da Palestina como estado-membro da ONU.
 
Excelência,
 
Numa situação internacional particularmente complexa, marcada por ameaças sérias para a paz, e o risco de uma nova ofensiva bélica sobre o Médio Oriente, a causa nacional palestina enfrenta sérios desafios. Fazemos votos para que os objectivos da sua visita a Portugal sejam coroados de êxito, e que eles contribuam para o avanço efectivo da luta libertadora do povo palestino. No regresso à terra ocupada palestina, pedimos-lhe, Senhor Presidente, que, aos homens e mulheres que todos os dias enfrentam com honra e dignidade a mais brutal repressão, àqueles que defendem cada aldeia, cada campo de cultivo, contra as investidas da colonização sionista, aos que clamam pela libertação dos seus entes queridos encarcerados nas prisões israelitas, e aos que, nos campos de refugiados, acalentam a esperança do regresso ou da reparação pelo crime de que foram vítimas durante a Nakba, transmita o abraço fraterno e solidário do povo português. Diga-lhes que fazemos nossas as suas dores e as suas alegrias, e que podem sempre contar com a solidariedade comprometida da consciência democrática e progressista portuguesa. E que, mesmo num período particularmente grave da vida do nosso país, enfrentando uma ofensiva sem precedentes contra o regime democrático que a Revolução de Abril instituiu, não esquecemos o povo palestino e a sua luta, e que continuaremos a trabalhar, em Portugal, para alargar a mobilização da opinião pública em torno da realização dos objectivos históricos da nação palestina, consagrados no direito e na legalidade internacional: a libertação dos territórios ocupados em 1967 - Margem Ocidental, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental - a constituição de um Estado livre e soberano com Jerusalém Leste como capital, e uma solução justa para os refugiados palestinos.
 
Lisboa, 13 de Dezembro de 2012.
 
- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
- Conselho Português para a Paz e a Cooperação
- Movimento Democrático de Mulheres
- Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente.