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Assinala-se neste mês de Novembro o centenário da Declaração de Balfour, momento marcante para a história da Palestina e do povo palestiniano nas últimas sete décadas. Nessa missiva secreta, enviada pelo então Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Lord Arthur Balfour, ao dirigente sionista Walter Rotschild, garantia-se o apoio do império britânico à criação de um «lar nacional para o povo judeu na Palestina» e a dedicação de «todos os seus esforços à realização deste objectivo». Ao mesmo tempo, publicamente, as autoridades britânicas faziam promessas vãs às populações árabes, que nunca cumpririam.

Em coerência com o prometido na mensagem de Balfour, as forças britânicas – que administraram a Palestina entre 1920 e 1948 – favoreceram o êxodo massivo de judeus europeus para a Palestina, o crescimento das forças sionistas e os seus intentos de expansão territorial, à custa da expulsão pela força de populações árabes.

A proclamação, em 1948, do Estado de Israel, em 78 por cento da Palestina histórica (e não nos 52 por cento que o Plano de Partição das Nações Unidas, do ano anterior, lhe conferia), fez-se à custa de massacres, da destruição de aldeias, da expulsão da população, do confisco de terras – fazendo dos refugiados palestinianos a maior comunidade de refugiados do mundo.

O que sobressaía da Declaração de Balfour era, como a história tragicamente comprovou, o compromisso do Reino Unido – como das restantes potências ocidentais – com o sionismo, dando-lhe cobertura militar, diplomática, política e económica para os seus crimes, para as suas violações do Direito Internacional. A história dos territórios da Palestina ilegalmente ocupados por Israel é disso prova.

Evocando este momento histórico, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a sua solidariedade de sempre com o heróico povo da Palestina e a sua luta pela autodeteminação e a independência da sua pátria, livre da ocupação e da opressão israelitas.

Uma solidariedade antiga, que teve um ponto particularmente elevado em 1979, quando o CPPC impulsionou a realização, em Lisboa, da Conferência Mundial de Solidariedade com o Povo Árabe e a Palestina, na qual participou Yasser Arafat, que fez então a sua primeira visita a um país da Europa Ocidental, tendo sido recebido ao nível de chefe de Estado.

Em múltiplas e diversificadas acções, o CPPC esteve e continua a estar na primeira linha da mobilização do povo português em defesa dos legítimos direitos do povo palestiniano, contra a ocupação, os massacres e as violações dos mais elementares direitos humanos por parte de Israel.

Hoje, 100 anos após a Declaração de Balfour, à medida que se agrava a situação nos territórios palestinianos ocupados, a solidariedade com o povo da Palestina é mais importante do que nunca.

Constituem actualmente exigências essenciais à concretização dos direitos inalienáveis do povo palestiniano: o fim da opressão e da ocupação israelita; o desmantelamento dos colonatos e do muro de separação ilegalmente construidos por Israel; o fim do bloqueio a Gaza por parte de Israel; a libertação dos presos políticos palestinianos das prisões israelitas; a edificação do Estado da Palestina independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a Junho de 1967 e a garantia do respeito do direito ao regresso dos refugiados palestinianos e seus descendentes.

Viva a Palestina livre e independente!

Direcção Nacional do CPPC