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CPPC rejeita condenação de cidadãos saarauís
 
A propósito da conclusão do julgamento, em tribunal militar marroquino, dos 23 prisioneiros saarauís que participaram no acampamento de «Gdeim Izik» – a maioria dos quais foram condenados a pesadas penas de prisão, incluindo pena perpétua – o Conselho Português para a Paz e Cooperação começa por reafirmar que tal processo é ilegítimo, pois o Reino de Marrocos ocupa ilegalmente o território da República Árabe Saarauí Democrática (reconhecida pelas Nações Unidas e por dezenas de países do mundo), não tendo pois qualquer legitimidade para intervir e acusar cidadãos saarauís nos próprios territórios ocupados.
 
Para o CPPC, a violência exercida aquando do desmantelamento do acampamento de Gdeim Izik (uma manifestação pacífica à qual aderiram mais de 20 mil cidadãos saarauís), intervenção que constituiu mais um acto de intromissão e intimidação, agora continuada nestas pesadas condenações, tem apenas um responsável: o Reino de Marrocos, que priva o povo saarauí do elementar direito a um tecto de abrigo, à sua autodeterminação e independência como nação, e reprime toda e qualquer acção que defenda esse que é um direito basilar de qualquer povo, à luz da Carta das Nações Unidas.
 
O CPPC espera que as autoridades portuguesas façam ouvir a sua voz na defesa da libertação dos saarauís condenados (num processo, aliás, de contornos obscuros e escandalosos) e na exigência do reconhecimento efectivo do inalienável direito do povo saarauí a ter o seu próprio Estado independente e soberano, sem mais ingerências externas. Esta é a única garantia para a Paz e a estabilidade naquela sensível região do globo.