Educação para a Paz











No dia 7 de fevereiro, no Porto, os dirigentes do CPPC, Ilda Figueiredo e João Rouxinol e o dirigente do MPPM, José António Gomes, participaram numa conversa com a embaixadora da Palestina em Portugal, senhora Rawan Sulaiman acompanhada da diplomata palestina, Haya Eleyan. Na conversa abordou-se a necessidade de reforçar a denúncia do genocídio do povo palestino que Israel tem realizado com apoio dos EUA e os seus macabros projectos para a Palestina, reafirmando-se a defesa dos direitos do povo palestino ao seu estado da Palestina, o cessar-fogo permanente, o apoio humanitário, a solidariedade, e a participação nas ações já anunciadas para 18 de fevereiro em Lisboa e no Porto, às 18h.

Um conjunto de organizações irá lançar no próximo dia 13 de fevereiro, às 18h, na Fundação José Saramago, em Lisboa, uma grande campanha nacional de solidariedade com Cuba.
Cuba está sujeita a um desumano bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA.
Um bloqueio que constitui uma flagrante violação do direito internacional e que visa obstaculizar o desenvolvimento económico e social de Cuba, afetando profundamente o dia a dia do povo cubano nas suas necessidades básicas.
Cuba, sempre solidária com o mundo, é também merecedora da nossa solidariedade e é esse o apelo das organizações promotoras: a contribuição solidária de todos de múltiplas formas, reafirmando a exigência do fim deste desumano bloqueio e expressando, de forma inequívoca, a solidariedade do povo português para com Cuba.
Na próxima quinta-feira, dia do início oficial da campanha, esperamos por todos na Fundação José Saramago, às 18h!

As recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que alude à possibilidade de expulsar a população palestiniana da Faixa de Gaza e de serem os próprios EUA a assumirem o controlo desse território, são graves e merecem a mais clara e veemente condenação de todos quantos desejam a paz e defendem os direitos dos povos.
A intenção de expulsar a população palestiniana da Faixa de Gaza foi abertamente declarada pela administração Biden, particularmente pela voz do secretário de Estado, Blinken, que tentou que o Egipto e a Jordânia abrissem as suas fronteiras para que Israel expulsasse pela violência o povo palestiniano das suas casas e terras ancestrais – o que há muito é pretendido pelos sionistas. Trump não só recupera este intento, como declara que a Faixa de Gaza ficará sob o domínio dos EUA.
Saliente-se que os EUA são, desde há décadas, cúmplices da ilegal ocupação de territórios palestinianos por parte de Israel e da sua política de opressão contra o povo palestiniano, que sustentam com armamento, financiamento e cobertura política e diplomática. Desde há ano e meio que estão por detrás do genocídio que está em curso na Faixa de Gaza e do agravamento da situação na Cisjordânia.
O governo português, tão expedito a tomar posição sobre questões internacionais, não pode continuar a fingir que não conhece as inaceitáveis declarações do presidente Trump, devendo repudiá-las e afirmar a defesa do respeito do direito internacional, designadamente dos direitos nacionais do povo palestiniano.
O CPPC reafirma a solidariedade ao povo palestiniano e à sua heróica luta pelos seus inalienáveis direitos nacionais, consagrados em inúmeras declarações da ONU, que Israel sempre desrespeitou com o apoio e cumplicidade dos EUA. Só a criação de um Estado palestiniano soberano, independente e viável – nas fronteiras anteriores a junho de 1967 e com capital em Jerusalém Oriental, conforme as resoluções da ONU – pode assegurar uma paz justa e duradoura na Palestina e no Médio Oriente.
O CPPC apela à participação de todos nas ações de solidariedade com a Palestina que se vão realizar no dia 18 de Fevereiro, pelas 18h00, no Largo Camões, em Lisboa, e na Praceta da Palestina, no Porto, onde também se expressará o repúdio pelas inaceitáveis declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump.
A Direção Nacional do CPPC
06-02-2025