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Fim à agressão israelita

É preciso parar o terrorismo do governo de Israel

O método não é novo: de cada vez que o governo de Israel se sente pressionado internacionalmente, ou o povo palestiniano se une para determinar o seu caminho, procura um pretexto para lançar uma onda de violência sobre a população palestiniana. Os pretextos são, com frequência, acções atribuídas ao Hamas, neste caso, o rapto e assassinato de três colonos, acusação rejeitada por esta organização.

A violência e a morte intensificou-se nos últimos dias, em nome de um direito de "retaliação". Embora a imprensa repita, sem questionar, essa versão, sabemos que se trata, na verdade, de crimes de guerra perpetrados por uma potência ocupante.

O governo português, como tantos outros, tem-se calado perante mais este massacre contra o povo da Palestina ocupada. Cabe-nos a todos pressionar o governo para que tome posição contra os crimes de guerra de Israel e contra o terror imposto pelas forças de ocupação.

Por isso, as organizações, subscritoras apelam a uma

CONCENTRAÇÃO SEGUNDA-FEIRA 14 de Julho, ÀS 18 HORAS

NO ROSSIO, EM LISBOA

- Associação de Amizade Portugal-Cuba
- Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
- Comité de Solidariedade com a Palestina
- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
- Conselho Português para a Paz e Cooperação
- Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
- Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais
- Juventude Comunista Portuguesa
- Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio Oriente
- União dos Sindicatos de Lisboa

 

Pelo fim imediato da agressão israelita ao povo palestino

 

O CPPC exige o fim imediato da nova agressão militar de Israel contra o povo palestino, com particular incidência contra a população da Faixa de Gaza, sujeita a bombardeamentos e sob a qual pende a ameaça de uma nova ofensiva terrestre por parte do exército israelita.

Esta nova agressão israelita em grande escala – que utiliza como pretexto a morte de três jovens israelitas, em circunstâncias ainda por apurar – já provocou dezenas de mortos, incluindo crianças, e centenas de feridos, para além da destruição sistemática de habitações palestinianas.

O CPPC considera que não se pode esquecer o resultado da última agressão de grande escala levada a cabo por Israel contra a população palestina da Faixa de Gaza, a operação “Chumbo Fundido”, iniciada a 27 de Dezembro de 2008 e que provocou 1400 mortos e 5000 feridos, a maioria dos quais civis palestinos, mulheres e crianças, na qual Israel recorreu, inclusivamente, a armas proibidas, como o fósforo branco.

O CPPC considera que não se podem esquecer as dezenas de anos de ocupação ilegal, de repressão, de usurpação e saque, de permanente humilhação por parte de Israel contra o povo palestino, de que, por exemplo, são testemunho as mais de 1500 crianças palestinas mortas pelas forças de Israel, somente após 2000.

O CPPC condena a atitude cínica dos EUA que declarou uma vez mais que “Israel tem o direito de se defender” e a ambiguidade da União Europeia que, objectivamente, tomam o agressor como «vítima» e a vítima como «agressor».

A escalada agressiva de Israel não pode ser desligada dos planos de domínio do Médio Oriente por parte dos EUA e seus aliados, com os quais tentam, por todos os meios, esmagar os povos que não se submetem às suas intenções e hegemonia, como aconteceu com o Iraque, a Líbia ou a Síria.

O CPPC expressa uma vez mais a sua solidariedade ao povo palestino e ao movimento pela paz em Israel, reafirmando a legitimidade da luta do povo palestino pelo seu direito à Paz, à Liberdade, a uma vida digna e a um Estado independente, soberano e viável – única solução duradoura para a paz na região.

O CPPC considera que o Governo português deverá condenar a agressão de Israel ao povo palestino e exigir o seu fim imediato.

Não à escalada de repressão e de guerra na Ucrânia

 

É com redobrada preocupação que o Conselho Português para a Paz e Cooperação vê o anúncio, por parte do poder de Kiev, de pôr fim ao cessar-fogo no Leste daquele País, o que, de imediato, foi seguido por notícias que confirmam o reinício dos bombardeamentos, os quais atingem igualmente, e de forma indiscriminada, zonas residenciais e populações ucranianas.

O CPPC reafirma a sua solidariedade para com o povo da Ucrânia, em particular para com aqueles que, como acontece no Leste deste País, lutam em defesa dos seus legítimos direitos e enfrentam difíceis situações – incluindo de escassez de comida e de água –, e que estão, uma vez mais, sob a agressão do exército e dos paramilitares ligados a oligarcas ou a forças nazifascistas, a mando da junta de Kiev, apoiada pelos EUA, a NATO e a União Europeia.

O CPPC apela à denúncia e à condenação da escalada de intimidação, de agressão e de guerra e considera da maior importância que os democratas expressem solidariedade com o povo ucraniano, na defesa da liberdade, da democracia e da paz.

Direcção Nacional do CPPC
2 de Julho de 2014

Organizações portuguesas expressam "Solidariedade com o povo da Ucrânia".

 

Solidariedade com o povo da Ucrânia

É com crescentes preocupações que assistimos à evolução da situação na Ucrânia, onde forças que se assumem como nazi-fascistas, tirando partido do agravamento de problemas sociais e do crescente e legítimo descontentamento da população desse país, fomentaram o nacionalismo xenófobo e engendraram um golpe de estado para tomar o poder, o qual, cada vez mais, recorre à violência e à repressão para se exercer, à custa de terríveis consequências, incluindo a morte indiscriminada de cidadãos indefesos.

À tentativa de legitimar o golpe inconstitucional de Fevereiro passado e impor um novo poder dos oligarcas da Ucrânia, através de eleições presidenciais sob estado de guerra, que uma parte importante do país não aceitou, sucedem-se provocações e actos de pura barbárie e perseguição contra forças políticas e sociais que se lhes opõem e ofensivas militares sobre populações que procuram defender os seus legítimos direitos, a democracia e a Paz.

Este recrudescimento e ascenso de forças de extrema-direita, enquanto se assinala o 69º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da II Guerra Mundial, deverá merecer séria preocupação por parte de todos os democratas e anti-fascistas, dado o que significa e o perigo que representa para a democracia, as liberdades e direitos dos cidadãos da Ucrânia e dos povos da Europa.

A denúncia e condenação das forças fascistas, do imperialismo e da guerra, adquirem, assim, uma particular importância e actualidade, pelo que as seguintes organizações democratas e anti-fascistas, manifestam a solidariedade ao povo da Ucrânia e apelam a todos e a todas à mobilização em defesa da liberdade, da democracia e da Paz.

Organizações subscritoras (até o momento):

-Associação Intervenção Democrática-ID
-Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional

-Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos

-Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos

-Conselho Português para a Paz e Cooperação

-Cooperativa Mó de Vida

-Ecolojovem "Os Verdes"

-Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal

-Juventude Comunista Portuguesa

-Movimento Democrático de Mulheres

-Sindicato dos Professores da Região Centro

-Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul

-União dos Sindicatos de Lisboa / CGTP-IN

Não à agressão israelita!

O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena a nova onda de bombardeamentos de Israel contra a população palestina da Faixa de Gaza e a ocupação da cidade de Hebron na Cisjordânia, actos de agressão e de guerra a somar a uma, mais que extensa, lista de ilegalidades e crimes de Israel contra o povo palestino.

Esta nova onda de violência surge “justificada” pela descoberta dos cadáveres de três israelitas que se encontravam desaparecidos, acusando o Governo de Israel o Hamas de ser o responsável pelo seu rapto e assassínio – Hamas que nega qualquer envolvimento na morte destes jovens.

O CPPC lamenta a morte destes três jovens. Três vítimas mais de um conflito que se estende à demasiados anos e do qual a esmagadora maioria das vítimas são palestinas, muitas das quais crianças e para o qual apenas a paz poderá ser solução.

O CPPC não pode deixar de criticar que o Governo de Israel esteja a utilizar estas 3 vitimas para trazer mais violência e morte à região. Que Israel tente, uma vez mais dividir o povo palestino, para enfraquecer a sua luta e impossibilitar uma solução justa para um conflito que resulta, no essencial, das continuadas ocupação e agressões israelitas do território palestino, procurando inviabilizar pela violência e a colonização a criação de um Estado Palestino, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Leste – é disto exemplo recente o anúncio da construção de novos colonatos nos territórios ilegalmente ocupados.

Reafirmando a legitimidade da luta do povo palestino o CPPC reclama o direito deste à Paz, à Liberdade, a uma vida digna e a um Estado independente, soberano e viável – única solução duradoura para a paz na região.