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Pela Paz! Não à NATO! - Porto

Decorreu hoje, no Porto, um acto público de protesto contra a NATO, para assinalar os 65 anos da sua criação.

Na iniciativa, com o lema “PELA PAZ, NÃO À NATO”, dezenas de participantes reafirmaram as justas e legítimas reivindicações e aspirações em prol da paz, designadamente:

- Oposição à NATO e a todos os blocos militaristas e seus objectivos belicistas;
- Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
- Encerramento das bases militares estrangeiras, nomeadamente em território nacional;
- Dissolução da NATO;
- Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição massiva;
- Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, em defesa do direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.

 

Pela Paz! Não à NATO - Porto

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Pela Paz! Não à NATO!

     

 

No próximo dia 4 de Abril assinalam-se 65 anos da criação da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), instrumento de domínio global, pelo qual foram protagonizadas várias agressões a povos e a Estados soberanos, que deixaram duradouros rastos de morte e destruição, de que são exemplo a Jugoslávia, o Afeganistão o Iraque e a Líbia, e bloco também responsável pela chocante corrida aos armamentos que prossegue na actualidade.

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Nos 15 anos da agressão da NATO à Jugoslávia

portugal fora dos balcas

Defender a Paz é tarefa essencial

No momento em que se cumpre o 15.º aniversário da agressão militar da NATO contra República Federal da Jugoslávia (que compreendia, então, os actuais territórios da Sérvia, Montenegro e Kosovo), o Conselho Português para a Paz e Cooperação lembra, em primeiro lugar, o que ela significou de morte, sofrimento e destruição para as populações civis jugoslavas.

Em 78 dias de bombardeamentos selvagens, que destruíram importantes infra-estruturas económicas e sociais, morreram quatro mil pessoas e muitos milhares ficaram feridas. Mas o calar dos canhões não pôs fim ao massacre: de então para cá, muitos sérvios, montenegrinos e kosovares perecem vitimas de doenças do foro oncológico provocados pela utilização, pelas forças da NATO, de munições com urânio empobrecido, que contaminam terras e cursos de água e cujos efeitos se farão sentir por séculos. Contaminação que também vitimou os militares estrangeiros que participaram na ocupação, incluindo portugueses.

A agressão da NATO à ex-Jugoslávia marca uma nova era da ofensiva imperialista, e como tal deve ser recordada. Depois de décadas de ingerência e ameaça mais ou menos velada contra países e povos soberanos (entre os quais Portugal, durante o processo revolucionário, procurando condicionar o seu desenvolvimento), a NATO teve na Jugoslávia a sua primeira intervenção militar aberta, «coberta» pela revisão do seu conceito estratégico na cimeira de Washington, nesse mesmo ano de 1999. A essa guerra seguiram-se outras, e muitas outras se seguirão caso os povos não consigam, com a sua luta, travar o passo aos fomentadores da guerra.

Um outro aspecto da guerra sem quartel movida pela NATO contra a soberania da Jugoslávia é a manipulação mediática que a acompanhou, apresentando os algozes como libertadores e as vítimas como criminosos. Um aspecto que, não sendo propriamente novo, teve ali uma expressão particularmente elevada e que continuou a desenvolver-se, como mostraram depois os casos, como o do Iraque, e das tão célebres quanto inexistentes armas de destruição massiva.

A agressão militar aberta da NATO contra a Jugoslávia, que se seguiu a anos de fomento da guerra civil entre os povos que constituíam a República Socialista da Jugoslávia, teve como objectivo a destruição de um grande e poderoso país e a sua substituição por pequenos e frágeis protectorados, mais facilmente manobráveis e controláveis. Vários dos países que resultaram do desmantelamento da antiga Jugoslávia integram hoje a União Europeia e a NATO, tendo sido instaladas no seu território algumas importantes bases militares norte-americanas.

Passados 15 anos da agressão da NATO à Jugoslávia, o mundo enfrenta crescentes perigos de guerra, resultantes das aventuras militares do imperialismo, de que o desenvolvimento da situação na Ucrânia é o exemplo mais recente e, potencialmente, mais explosivo. Defender a Paz, a soberania nacional e o progresso social, pugnar pelo desarmamento e pela dissolução da NATO são, hoje, tarefas primordiais que estão colocadas aos povos do Mundo.