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3 anos depois, vamos assinalar o massacre israelita contra Gaza - 27 de Dezembro, Largo Camões (Lisboa) - 17H

 

A 27 de Dezembro de 2008, o governo de Israel levou a cabo mais uma violenta e destruidora intervenção militar contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza, que se designou por operação "Chumbo Fundido” e que até ao dia 18 de Janeiro de 2009 provocou cerca de 1400 mortos e 5000 feridos, a maioria dos quais civis palestinianos, mulheres e crianças, assim como efeitos devastadores na economia e infra-estruturas daquele território. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas chegaria mais tarde à conclusão, expressa no chamado “Relatório Goldstone”, de que Israel cometeu na sua agressão à Faixa de Gaza crimes de guerra e contra a Humanidade. Perante isto, EUA e União Europeia nada fizeram.
Passados três anos sobre o massacre de Gaza, o Conselho Português para Paz e Cooperação presta homenagem às vítimas destes ataques e demonstra a sua solidariedade para com o povo da Palestina e a sua luta de resistência contra a ocupação sionista da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
Relembramos que estes ataques são um exemplo particularmente cruel da política de terrorismo de Estado que os governos de Israel praticam há décadas contra o povo da Palestina e o seu direito à Paz, à Liberdade, a uma vida digna e à construção de um Estado independente, soberano e viável em solo palestiniano. Um criminoso ataque  que esteve longe de ser o único.
Dezoito anos decorridos sobre a assinatura dos acordos de Oslo, que garantia, entre outras questões, a soberania palestiniana sobre a Faixa de Gaza e Cisjordânia:
O CPPC reafirma a urgência do cumprimento das resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao mesmo tempo que apela à Assembleia Geral da ONU para que pugne pelo fim imediato da agressão ao povo palestiniano e condene Israel pelos crimes de guerra e contra a humanidade que está a cometer e cometeu nos últimos 60 anos.
O CPPC denuncia também a cínica diplomacia da União Europeia como cúmplice da política belicista levada a cabo por Israel, ao mesmo tempo que rejeita a posição que, a coberto de uma falsa consideração da ocupação como um conflito entre estados, continua a apoiar, de facto, as intenções expansionistas de Israel e os planos de controlo dos recursos da região por parte dos Estados Unidos da América.
Assim, e  em consonância com o disposto no art.7º da Constituição da República Portuguesa e dos principios consagrados na Carta das Nações Unidas, o CPPC exige do Governo Português o voto favorável à admissão da Palestina como membro de pleno direito da ONU e considera como exigências fundamentais para uma efectiva, duradoura e justa paz no Médio Oriente:
-O levantamento do bloqueio a Gaza;
-A interrupção da construção dos colonatos e o desmantelamento dos existentes;
-A libertação dos milhares presos políticos palestinianos;
-O derrube do muro de separação;
-O respeito do direito ao regresso dos refugiados;
-O fim da ocupação israelita;
-O estabelecimento do Estado da Palestina, com Jerusalém Leste como capital;
 
POR UMA PALESTINA LIVRE E INDEPENDENTE!
POR UMA PAZ JUSTA E DURADOURA NO MÉDIO ORIENTE!

11 anos de guerra no Afeganistão

Cumpre-se hoje, 7 de Outubro, 11 anos desde o início da agressão e da ocupação do Afeganistão por parte dos Estados Unidos da América e da NATO. Mais de uma década de morticínio, sofrimento e destruição de um país, causados por uma guerra movida pelo desejo de controlo dos ricos recursos naturais e de tão importantes vias e posições geoestratégicas do Afeganistão. Uma guerra que impacta sobre outros países da bacia do Cáspio e extravasa para o Paquistão, e que se enquadra intimamente com outras, que se travaram e travam no Iraque, no Líbano, na Líbia, nas provocações e ingerência em curso no conflito sírio e nas ameaças constantes e crescentes contra o Irão.

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“PELA PAZ! NÃO À GUERRA NO MÉDIO ORIENTE!” (01)

O CPPC divulga a seguinte tomada de posição, já subscrita por cinquenta personalidades da sociedade portuguesa.


É com grande preocupação que assistimos à agudização da situação em grande número de países do Norte de África e do Médio Oriente. A ameaça iminente de intervenção militar externa na Síria, após persistente alimentação da dissensão interna, bem como a longa preparação de intervenção militar no Irão, são razões da maior inquietação.
As relações internacionais não se devem reger pela ingerência, pela guerra e pela ambição de domínio político e económico – nomeadamente, das reservas de hidrocarbonetos – mas pelo desanuviamento, pela resolução pacífica dos conflitos, na promoção da paz e da cooperação.

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